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Ciclo Galerias com História
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Ciclo Colecionar Arte
Exposições
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Plano de Atividades
Cancelamento das Assembleias Gerais
Devido ao agravamento da situação sanitária na Área Metropolitana de Lisboa e em todo o país, a Associação Os Amigos do Museu do Chiado decidiu cancelar a Assembleia Geral Eleitoral e Assembleia Geral Ordinária, marcadas para dia 30 de junho, adiando as mesmas para data a definir posteriormente.
MNAC Desafia Artistas
O Museu Nacional
de Arte Contemporânea, em Lisboa convidou 130 artistas visuais a
revelar os seus métodos para mostrar ao público nas redes sociais.
Dos
130 que receberam o repto lançado pelo MNAC – e há ainda mais 50
convites prestes a serem enviados – cerca de uma centena respondeu
afirmativamente e, destes, 25 enviaram um vídeo, tendo sido já
publicados 15 na rede social Facebook e no YouTube em visualização
acessível ao público desde o início de fevereiro.
Luís Silveirinha, Ana Vidigal, Nuno Nunes-Ferreira, Alice Geirinhas, António Olaio, Cristina Ataíde, Henrique Vieira Ribeiro, Rita Barros, Inês Almeida, António Faria, Rui Macedo, Ana Romãzinho, Manuel Botelho, e Fátima Mendonça são os artistas cujos vídeos já foram colocados gradualmente naquelas plataformas digitais.
ASSEMBLEIA GERAL DOS AMIGOS DO MUSEU DO CHIADO
SESSÃO ORDINÁRIA
CONVOCATÓRIA
Nos termos dos Estatutos, convoca-se a Assembleia-Geral de “Os Amigos do Museu do Chiado” para reunir, em sessão ordinária, no próximo dia 6 de Novembro de 2020, às 18h00, no Museu Nacional de Arte Contemporânea, Rua Serpa Pinto, n.º 4, 1200-444, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas referentes ao exercício do ano de 2019, acompanhados do respetivo parecer do Conselho Fiscal.
Apreciação, discussão e votação do Relatório de Atividades referente ao exercício do ano de 2019 e o Plano de Atividades para 2020.
Informações e outros assuntos de interesse associativo.
Não havendo número suficiente de membros para deliberar em primeira convocação, a Assembleia, de acordo com os Estatutos, reunirá meia hora depois com qualquer número de presenças e com a mesma ordem de trabalhos.
Lisboa, 16 de Outubro de 2020.
CICLO COLECIONAR ARTE. Conversas a partir de Coleções Particulares Francisco Capelo/Raquel Henriques da Silva
Do Museu de Sintra à Casa Ásia
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a ÚLTIMA sessão do Ciclo Colecionar Arte a realizar dia 3 de maio, às 18h30, no MNAC-MC.
Francisco Capelo é o convidado desta sessão. Em conversa com Raquel Henriques da Silva, Capelo irá falar sobre as várias coleções internacionais que reuniu, desde os anos 1990, com o propósito de as tornar públicas. Motivações, critérios de seleção, peripécias, destino público das obras estarão em conversa nesta sessão de encerramento do Ciclo Colecionar Arte.
Francisco Capelo
Formou-se em Economia pela Universidade Católica (1972-1977), trabalhou na banca de Investimento e Bolsa (1982-1992). Foi gestor de empresas (SIC, INVESTEC, JORNAL RECORD) entre 1993- 2001.
Colecionador, autor e fundador da Coleção Berardo, do Sintra
Museu de Arte Moderna; da coleção e do Museu do Design, no Centro Cultural de
Belém (1999-2006); do MUDE, Museu do Design e da Moda_Coleção Francisco Capelo;
da Casa Ásia_Coleção Francisco Capelo; doador, nomeadamente do Museu Nacional
de Etnologia, do Museu da Marioneta, do Museu Nacional de Arte Contemporânea,
Museu do Chiado, da Fundação Calouste Gulbenkian, do Musée d' Art Moderne de
St. Étienne. É patrono do British Museum.
Foi condecorado Chevalier des Arts et des Lettres pela França (2002) e
agraciado com a Ordem do Infante Dom Henrique, Portugal (2017) pelo Presidente
da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Autor de vários livros, nomeadamente, A Arte da Laca, na Birmânia e na Tailândia
(2004), IPM, Lisboa; e Silence Speaks (2015), River Books, Bangkok e
Londres.
Raquel Henriques da Silva
Historiadora de Arte, Professora com Agregação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), Departamento de História da Arte. Comissária de exposições de arte. Foi diretora do Museu do Chiado– Museu Nacional de Arte Contemporânea (1994‐97); do Instituto Português de Museus (1997‐2002); e do Instituto de História da Arte da FCSH/NOVA (2010‐2017).
Atualmente, é diretora científica do Museu do Neorrealismo de Vila Franca de Xira.CICLO COLECIONAR ARTE. Conversas a partir de Coleções Particulares João Esteves de Oliveira / Vasco Futscher
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a 21ª sessão do Ciclo Colecionar Arte a realizar dia 10 de abril, às 18h30, no MNAC-MC.
Nesta sessão, vamos conhecer a coleção de arte contemporânea de João Esteves de Oliveira, que, em conversa com Vasco Futscher, nos darão a conhecer como foi reunida, as principais orientações estéticas e a sua singularidade.
Foi precoce o meu interesse por artes plásticas e decorativas e comecei cedo a comprar com as parcas economias que tinha um jovem de 25 anos. Não fiz muitas asneiras, felizmente; passe a presunção, mas creio ser um daqueles de quem os ingleses diriam que “he has an eye”.
Continuei a comprar até hoje a ponto de ter podido fazer uma coleção cuidada, coerente e com uma dimensão que muito me satisfaz.
Poderia subdividi-la em:
João Esteves de Oliveira
João Esteves de Oliveira nasceu no Porto, em 1946. Licenciou-se em Economia e trabalhou no Banco Português do Atlântico onde foi Diretor Comercial no Porto e Diretor-geral na Sucursal em Paris. Posteriormente, no BCP, foi Diretor responsável pelas Áreas de Clientes Particulares, de Grandes Empresas e Institucionais e Internacional. Deixou o banco em 2003 para abrir uma Galeria de arte que se ocupa apenas de trabalho sobre papel.
Vasco Futscher, nasceu em Lisboa em 1987, onde vive e trabalha. Completou a sua formação artística no Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação em 2013, em artes plásticas e cerâmica. Expõe o seu trabalho regularmente desde 2008. Das exposições individuais, destacam-se Masks, Tablets and Loose Birds (2019, CH), Manual de Instruções I & II (2017, PT), Coda (2015, PT) e Cerâmicas (2014,PT). Das exposições coletivas, destacam-se Portugal, Portugueses, Museu Afro-Brasil em São Paulo (2016), Olhares Cruzados, Identidades Diversas, no Módulo (2016), o Prémio Fundação EDP Novos Artistas 2015, no MAAT, e À Maneira do Ar.Co. na Galeria João Esteves de Oliveira (2012). A este percurso junta uma atividade pedagógica constante desde 2014, sendo atualmente corresponsável do departamento de Cerâmica no Ar.Co.
ASSEMBLEIA GERAL DOS AMIGOS DO MUSEU DO CHIADO
ASSEMBLEIA–GERAL SESSÃO ORDINÁRIA
CONVOCATÓRIA
Nos termos dos Estatutos, convoca-se a Assembleia-Geral de “Os Amigos do Museu do Chiado” para reunir, em sessão ordinária, no próximo dia 22 de Março de 2019, às 18h00, no Museu Nacional de Arte Contemporânea, Rua Serpa Pinto, n.º 4, 1200-444, em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Apreciação, discussão e votação do Relatório e Contas referentes ao exercício do ano de 2018, acompanhados do respetivo parecer do Conselho Fiscal.
2. Apreciação, discussão e votação do Relatório de Atividades referente ao exercício do ano de 2018 e o Plano de Atividades para 2019.
3. Apreciação, discussão e votação dos Estatutos da Associação "Os Amigos do Museu do Chiado".
4. Apreciação, discussão e votação do Regulamento Eleitoral da Associação "Os Amigos do Museu do Chiado".
5. Informações e outros assuntos de interesse associativo.
Não havendo número suficiente de membros para deliberar em primeira convocação, a Assembleia, de acordo com os Estatutos, reunirá meia hora depois com qualquer número de presenças e com a mesma ordem de trabalhos.
CICLO COLECIONAR ARTE. CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES com Ana Marin e Jorge Gaspar
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a 20ª sessão do Ciclo Colecionar Arte a realizar dia 5 de fevereiro, às 18h30, no MNAC.
Nesta sessão, vamos conhecer a coleção de arte contemporânea de Ana Marin e Jorge Gaspar, que, em conversa com Raquel Guerra, nos darão a conhecer como foi reunida, as principais orientações estéticas e a sua singularidade.
Iniciada na segunda metade dos anos 80, a coleção Marin.Gaspar, tem tido como principal objetivo reunir um conjunto significativo de obras de jovens artistas portugueses a que pontualmente se associou outros que iniciaram e afirmaram as suas carreiras nas décadas de 60, 70 e 80. Acrescem ainda alguns núcleos de artistas estrangeiros, com destaque para Espanha, França, Dinamarca, Suécia, Finlândia e, fora da Europa, Brasil, Argentina e Moçambique. Composta maioritariamente por pintura, fotografia e desenho, possui também gravura, escultura, instalação e vídeo e, mais recentemente, livros de artista. Nos últimos anos, a coleção foi pretexto para o lançamento de outros projetos, nomeadamente a organização de exposições e um programa de residências artísticas.
Ana Marin
Geógrafa, teve um percurso profissional maioritariamente ligado à administração cultural. Entrou nos quadros do Ministério da Cultura em 1980 e aí permaneceu até à sua aposentação, com uma breve interrupção entre 1993 e 1995, período em que chefiou o Gabinete da Ministra do Ambiente. No domínio da cultura, exerceu diversos cargos de chefia intermédia, tendo coordenado a Direção Geral da Ação Cultural e a comissão instaladora do Instituto Português das Artes do Espetáculo, organismo a que viria a presidir. Paralelamente à sua carreira na administração pública, foi colaborando pontualmente em projetos na área do planeamento e ordenamento do território.
Jorge Gaspar
Geógrafo e Urbanista, Prof. Catedrático Emérito da Universidade de Lisboa, foi Assistente da ESBAL e Prof. Catedrático Convidado do IST e das Universidades de Umeå e de Paris X. Foi Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa de que foi Vice-Reitor. Coordenou investigações em Geografia, Planeamento e Urbanismo (EU, ESF, VW STIFTUNG, FCG, INIC/JNICT/FCT). Tem cerca de 300 trabalhos publicados. É atualmente Presidente da classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa e membro da Academia Europeia; GOIH; Doutor HC pelas Universidades de León, Genève e Évora. Prémio Universidade de Lisboa e medalha de mérito do Ministério da Ciência.
Raquel Guerra (Porto, 1976)
Formação em História (UPT) e pós-graduação em Estudos Museológicos e Curatoriais (FBAUP). Atualmente a realizar doutoramento em Arte Contemporânea (CdA, UC).
Curadora e investigadora. Tem-se dedicado, também, à gestão de coleções de arte contemporânea: Coleção Marín.Gaspar, Coleção Norlinda e José Lima e Coleção Treger/Saint Silvestre.
Bolseira em 2011 da Fundação Calouste Gulbenkian para realização de residência curatorial no Brasil.
Diretora do Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, S. João da Madeira, entre 2014 e 2017. Diretora do Centro de Arte de S. João da Madeira entre 2015 e 2017.
CICLO COLECIONAR ARTE. cancelamento da sessão de hoje
Por motivo de doença, a colecionadora Ana Marín não consegue manter a sessão agendada para hoje. Será reagendada em breve!
CICLO COLECIONAR ARTE. CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES. PEDRO ÁLVARES RIBEIRO E JOSÉ PEDRO CROFT
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a 19ª sessão do Ciclo Colecionar Arte a realizar dia 14 de dezembro, às 18h30, no MNAC-MC.
Nesta sessão, vamos conhecer a coleção de arte contemporânea de Pedro Álvares Ribeiro, também conhecida por Coleção Peter Meeker, que, em conversa com José Pedro Croft, nos darão a conhecer como foi reunida, as principais orientações estéticas e a sua singularidade.
É uma coleção constituída por cerca de 500 obras da autoria de 35 artistas, da qual se pode destacar:
Ana Jotta, Art&Language, Augusto Alves da Silva, Franz West, Francisco Tropa, Ignasi Aballí, Jorge Molder, José Pedro Croft, Jordi Colomer, Julião Sarmento, Miroslaw Balka, Monika Sosnowska, Paulo Nozolino, Pawel Althamer, Pedro Cabrita Reis, Pedro Casqueiro, Pepe Espaliú, Robert Mapplethorpe, Rui Chafes, Wilhelm Sasnal, William Wegman, entre outros.
A coleção inclui escultura, pintura, vídeo, fotografia, instalação, desenho e um núcleo significativo de obras, de vários dos artistas, que a coleção acompanha desde a década de 80 até a atualidade.
CICLO COLECIONAR ARTE. CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES. JULIÃO SARMENTO E SÉRGIO MAH
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a 18ª sessão do Ciclo Colecionar Arte a realizar dia 16 de outubro, às 18h30, no MNAC-MC.
Nesta sessão, vamos conhecer a coleção SILD, a coleção de arte contemporânea de Julião Sarmento que, em conversa com Sérgio Mah, nos darão a conhecer como foi reunida, as principais orientações estéticas e a sua singularidade.
A coleção SILD é uma coleção de artista, a coleção que o artista Julião Sarmento reuniu ao longo de quatro décadas, período que coincide com o da sua trajetória artística. A coleção conta atualmente com mais de 1000 obras, entre pintura, desenhos, instalações, esculturas, fotografias e vídeos de mais de 100 artistas, onde se encontram muitas das figuras mais relevantes do panorama da arte contemporânea em Portugal (Fernando Calhau, António Palolo, Pedro Cabrita Reis, etc.) e no estrangeiro (Juan Muñoz, Joseph Beuys, Cindy Sherman, John Baldessari, Gerhard Richter, etc.).
Uma parte muito significativa destas obras testemunham a rede de contactos e de colaborações artísticas, de amizades e de afinidades que Julião Sarmento foi tecendo ao longo da sua carreira artística. Neste sentido, é uma coleção que configura uma perspetiva, através do olhar de um dos seus protagonistas, sobre as tendências e as transformações estéticas e concetuais, mas também materiais e técnicas, que foram marcando o curso da arte contemporânea desde meados da década de 60.
Julião Sarmento
Nasceu em Lisboa, em 1948, e vive e trabalha no Estoril. Estudou Pintura e
Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa.
No decorrer da sua carreira, utilizou uma enorme variedade de meios – pintura,
escultura, fotografia, filme, vídeo e instalação e realizou inúmeras exposições
individuais e coletivas tanto em Portugal como no estrangeiro.
Julião Sarmento representou Portugal na 46ª Bienal de Veneza (1997). Foi
incluído nas Documentas 7 (1982) e 8 (1987); nas Bienais de Veneza de 1980 e
2001 e na Bienal de São Paulo de 2002. O seu trabalho está representado em
diversas coleções públicas e privadas na Europa, América do Norte, América do
Sul e Japão.
CICLO COLECIONAR ARTE: CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES: ARMANDO CABRAL E JOÃO MOURÃO + LUÍS SILVA
A coleção é antes de mais um conjunto de apontamentos sobre uma viagem intelectual e autodidata pela arte contemporânea. Cerca de 120 artistas (maioritariamente internacionais) e 250 obras representam as preocupações idiossincrásicas do colecionador: aspectos conceptuais e pós-conceptuais, questões de índole política (feminismo, crítica institucional, pós-colonialismo), o desafio da convivência com a estética dos novos media (vídeo, instalações, fotografia), a arqueologia dos modernismos, a viabilidade da pintura. Principalmente as obras são contributos para uma tentativa utópica (talvez mesmo irracional) de responder a duas questões: O que é hoje a vanguarda? Qual é o critério de julgamento?
Maria e Armando Cabral
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado e o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, convidam para a 17ª sessão do Ciclo Colecionar Arte.
Armando Cabral, em conversa com o duo de curadores João Mourão e Luís Silva, dará a conhecer a coleção que reúne com a esposa Maria João Santos. Ser-se colecionador hoje, o gosto e os artistas eletivos, o projeto de divulgar as obras que desenvolve na sua residência são alguns dos temas que Cabral irá partilhar connosco.
Armando Cabral
Engenheiro de formação, é consultor em estratégia empresarial e Senior Partner da McKinsey & Company, sendo parte da equipa de liderança do escritório de África. Autodidata no domínio da arte, o interesse pela história da arte moderna e contemporânea e pelos seus aspetos teóricos remonta a 1994/95, período em que trabalhou em Londres, logo após a formação académica. As primeiras aquisições já com o propósito de colecionar remontam a 2006/7. A coleção, construída em conjunto com a esposa Maria João Santos, é constituída por artistas estrangeiros e nacionais, com uma propensão para os novos media (fotografia, vídeo, instalações) e para obras de inspiração (pós) conceptual. Não estando aberta ao público, a coleção tem vindo a iniciar uma fase de divulgação, através da abertura a visitas de grupos internacionais e o empréstimo de peças para exposições.
João Mourão e Luís Silva
São um duo curatorial que trabalha em Lisboa, onde são co-diretores da Kunsthalle Lissabon, instituição que fundaram em 2009. Uma seleção de exposições recentes que apresentaram inclui individuais de Irene Kopelman, Naufus Ramírez-Figueroa, Emily Roysdon e Nathalie Du Pasquier, bem como exposições coletivas em instituições como a Extra City, em Antuérpia, a David Roberts Art Foundation, em Londres ou o Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Para além da sua prática curatorial João Mourão e Luís Silva são também contributing editors da revista CURA., contribuem para a ArtReview, Contemporânea e Re.Vis.Ta. São co-editores da série de publicações Performing the Institution(al) e co-editaram monografias de Haris Epaminonda + Daniel Gustav Cramer, André Guedes e Pedro Barateiro. Foram os curadores da ZONA MACO SUR (2015 - 2017), a secção de solo projects da feira de arte contemporânea da Cidade do México e são os curadores da secção Disegni da Artíssima em Turim.
CICLO COLECIONAR ARTE: CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES - ANTÓNIO CACHOLA E JOÃO PINHARANDA
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado, em parceria com o Instituto de História da Arte, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, vão organizar uma nova sessão do Ciclo Colecionar Arte.
A coleção de arte contemporânea portuguesa de António Cachola está acessível ao público no Museu de Arte Contemporânea de Elvas. Colecionador exigente, Cachola tem por objetivo reunir um conjunto representativo do que se pratica nas artes plásticas, em Portugal. A coleção radica nos anos 1980, não tem limitações técnicas nem temáticas, e nela figuram os mais importantes artistas plásticos da contemporaneidade: desde Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Jorge Molder, Rui Sanches, Pedro Casqueiro, Rui Chafes, Miguel Palma, João Louro, Joana Vasconcelos, a artistas com percursos mais recentes, como Gabriel Abrantes, Mauro Cerqueira, Filipa César, Pedro Barateiro, Alexandre Farto e Mafalda Santos.
Em conversa com João Pinharanda, crítico e historiador de arte ligado ao processo inicial da formação da coleção e primeiro diretor artístico do MACE, António Cachola dará a conhecer o seu perfil de colecionador, as suas motivações, os artistas e as obras que o apaixonam, o percurso colecionista e algumas questões de mercado.
António Cachola é economista de formação e começou a colecionar arte contemporânea portuguesa há aproximadamente 25 anos. A sua coleção, que possui obras essenciais para a compreensão das últimas décadas da arte em Portugal, deu origem em 2007 ao MACE- Museu de Arte Contemporânea de Elvas, cidade de onde é natural. A primeira apresentação pública da Coleção António Cachola, aconteceu em 1999, precisamente em Espanha, no MEIAC- Museu Extremenho Ibero Americano de Arte Contemporânea. A coleção, que integra exclusivamente artistas portugueses, que começaram a expor pública e regularmente a partir da década de 1980, é composta por obras nos suportes e técnicas mais diversas, espelhando a multiplicidade das práticas artísticas contemporâneas. A Coleção António Cachola recebeu, em 2016, o Prémio “ A “ ao colecionismo privado da Fundación ARCO. António Cachola é membro do Conselho Consultivo da Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra e do Conselho Assessor da Fundación ARCO.
João Pinharanda, 1957, Moçambique
Licenciado em História (Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, 1980) e Mestre em História da Arte (Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Nova de Lisboa, 1985).
Professor auxiliar convidado (Arquitectura, UAL, 1997-2012); Professor auxiliar convidado (Mestrado: Gestão de Mercados de Arte, ISCTE, 2009/10 e 2012/13). Membro da Comissão de compras do IAC/M. Cultura (1997-99).
Presidente da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte (2004-2007). Director do Museu de Arte Contemporânea de Elvas/Colecção António Cachola (2007-2010). Programador da Fundação EDP (2000-2015); Sub-Director do Departamento de Cultura da Fundação EDP (2010-015). Acções no âmbito destes cargos (2000 até ao presente): criador e organizador dos Prémios de Arte da Fundação EDP; constituição da Colecção de Arte da Fundação EDP; comissário e coordenador do Programa “Arte e Arquitectura em Barragens”; comissário e coordenador do Parque de Escultura Contemporânea do Almourol (colaboração com o Município de Vila Nova da Barquinha).
Comissário independente de exposições nacionais (desde 1990): Fundação de Serralves; CAM/F.C.Gulbenkian; Museu de Évora, Museu de Faro, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante, Centro Cultural D. Luís, Cascais, etc.
Comissário independente de exposições internacionais (desde 1999): Museo Ibero Americano de Arte Contemporaneo, Badajoz (primeira apresentação da Coleção António Cachola); Museu de Arte Contemporânea, Rio de Janeiro; Pinacoteca, S. Paulo; Caixa Econômica Federal, Brasília; Laboratório Arte Alameda e Ex-Teresa, Cidade do México, New Center for Contemporary Art, Moscovo e Nijni Novgorod.
Comissário de representações oficiais portuguesas (desde 1998): representação das 12 galerias portuguesas, Arco, Madrid; Espacio Uno (Centro de Arte Reina Sofia, Madrid); “Salon de Montrouge”, Paris; Feira Estampa, Madrid.
Colaborador regular no JL (1984-90) e no jornal Público (responsável pela secção das Artes Plásticas, 1990-2000). Colaboração dispersa na imprensa escrita nacional e internacional. Numerosos textos em catálogos e em obras coletivas de História da Arte.
Exerce, desde Agosto de 2015, as funções de Adido Cultural junto da Embaixada de Portugal em Paris. Diretor do Camões – Centre Culturel Portugais à Paris, desde janeiro de 2016.LISTA PLURINOMINAL DOS ORGÃOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO OS AMIGOS DO MUSEU CHIADO 2018-2020
Lista plurinominal dos órgãos sociais da associação Os Amigos do Museu do Chiado
Assembleia Geral
Presidente: Raquel Henriques da Silva
Vice-Presidente: João Silvério
Secretária: Catarina Alfaia
Direção
Presidente: Francisco Capelo
Vice-Presidente: Adelaide Duarte
Vogal: Alberto Caetano
Conselho Fiscal:
Presidente: Fernando Figueiredo Ribeiro
Vogal: Clara Camacho
Vogal: João Esteves de Oliveira
ASSEMBLEIA GERAL DOS AMIGOS DO MUSEU DO CHIADO
Terminando a 31 de março de 2018 o mandato em exercício dos atuais Órgãos Sociais dos Amigos do Museu do Chiado, há que proceder a eleições, concretizando-se o previsto no Artigo 20º dos Estatutos dos Amigos do Museu do Chiado.
Assim, e considerando o disposto no referido Artigo 20º, convocam-se todos os membros para uma
Assembleia Geral Eleitoral, a realizar no dia 27 de março, às 18h00, no Museu Nacional de Arte
Contemporânea – Museu do Chiado, na Rua Serpa Pinto, n.º 4, 1200-444, Lisboa, a qual tem como ponto único de Ordem de Trabalhos o seguinte:
Eleição dos titulares dos órgãos sociais dos Amigos do Museu do Chiado para o triénio de 2018 a 2021.
CICLO COLECIONAR ARTE: CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES - NUNO FÉLIX DA COSTA E PAULO PIRES DO VALE
Vamos conhecer a coleção de arte contemporânea portuguesa e internacional que Nuno Félix da Costa tem vindo a reunir nas últimas décadas. Colecionador meticuloso, que procura a qualidade e extrair sensações das obras de arte, a coleção que reúne preenche o espaço doméstico, quase em modo de horror vácuo. Nela, convivem, nos vários médiuns, obras de arte contemporânea portuguesa (Julião Sarmento, Pedro Casqueiro, Jorge Martins, João Hogan, Mário Botas, Paula Rego), com obras de artistas internacionais do pós-guerra, sobretudo europeus e norte-americanos (Martin Kippenberger, Marküs Lupertz, Jörg Immendorff, Jan Voss, Arnulf Rainer, Karel Appel, Sue Williams, Asger Jorn, Antoni Tàpies, Arman, César, Christo, Roberto Matta, Jim Dine, Georg Grosz), incluindo peças exigentes (escultura de Jake & Dinos Chapman). É, ainda, de destacar o mais recente interesse em colecionar fotografia a preto-e-branco (Henri Cartier-Bresson, Bill Brandt, Brassaï, Weegee).
Em conversa com Paulo Pires do Vale, Nuno Félix da Costa dará a conhecer o seu perfil de colecionador, as suas motivações, os artistas e as obras que o apaixonam, o percurso colecionista e algumas questões de mercado.
Nuno Félix da Costa
Nasceu em Lisboa a 5.12.1950, onde vive e trabalha.
Médico, psiquiatra, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Adquiriu a primeira peça aos 19 A, uma pintura de Mário Botas.
Foi sócio de Galeria Alda Cortez, nos anos noventa, período em que ampliou a sua coleção em particular com arte portuguesa contemporânea. A partir do início do século desloca o seu interesse para a arte contemporânea europeia e americana contando para o efeito com o apoio do Víctor Pires Vieira. Mais recentemente, desde 2005, inclui na sua coleção um núcleo de fotografia delimitado: dos anos 30 até ao início do digital integrado apenas por fotografia a preto e branco.
Paulo Pires do Vale
Professor, ensaísta e curador; Presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte - Portugal, desde 2015.
É licenciado e Mestre em Filosofia pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Leciona na Universidade Católica Portuguesa, na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ulrich e no Departamento de Arquitetura da UAL.
É autor de Tudo é outra coisa. O desejo na Fenomenologia do Espírito de Hegel, Colibri, 2006; e de muitos ensaios para revistas, livros e catálogos de exposições coletivas e individuais.
Entre as exposições mais recentes que comissariou, destacamos: Pliure (Prologue), Fondation C. Gulbenkian, Paris, 2015; Pliure (Épilogue), Palais des Beaux-Arts, Paris, 2015; Lourdes Castro - Todos os Livros, Museu Calouste Gulbenkian, 2015; Não te faltará a distância. Uma exposição em quatro passos, Igreja de São Cristovão-CML, 2016; Festival de l´incertitude. Fondation Gulbenkian, Paris, 2016; Ana Hatherly e o Barroco. Num Jardim Feito de Tinta. Museu Calouste Gulbenkian, 2017.
Conversas a Partir de Coleções Particulares - António Gomes de Pinho e Teresa Patrício Gouveia
Desta vez vamos conhecer a coleção de arte portuguesa e internacional que António Gomes de Pinho tem vindo a reunir. A conversa será conduzida por Teresa Patrício Gouveia.
António Gomes de Pinho
Jurista, empresário, consultor internacional, Presidente da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. Foi vereador da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa e Secretário de Estado da Cultura. Foi deputado e Vice-Presidente do CDS. É Fundador da Fundação de Serralves, da qual foi Presidente e presidente do Conselho de Fundadores. É membro de várias instituições culturais portuguesas e estrangeiras.
Teresa Patrício Gouveia
Administradora da Fundação Gulbenkian. Fundadora da Fundação de Serralves da qual foi Presidente. Foi deputada, Secretária de Estado da Cultura, Ministra do Ambiente e Recursos Naturais e Ministra dos Negócios Estrangeiros.CICLO COLECIONAR ARTE: CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES - ANTÓNIO GOMES DE PINHO E TERESA PATRÍCIO GOUVEIA
Conversas a Partir de Coleções Particulares- José Carlos Santana Pinto e Paulo Mendes
A Direção dos Amigos do Museu do Chiado vai organizar uma nova sessão do Ciclo Colecionar Arte.
Vamos conhecer a coleção de arte contemporânea portuguesa e internacional que José Carlos Santana Pinto tem vindo a reunir nas últimas décadas.
Coleção com carácter de enfoque, onde a palavra sobressai e convida ao questionamento, nela convivem artistas portugueses (entre outros, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, António Sena, Joaquim Rodrigo), dispostos paredes meias com autores internacionais (Carl Andre, On Kawara, Josef Kosuth, Lawrence Weiner, Daniel Buren, Christian Boltanski, Niele Noroni, Haim Steinback, Allan MacCollum, Alfredo Jarr, Antoní Muntadas, Hans-Peter Feldmann...). Também a produção mais recente tem despertado a sua atenção, incorporando, por exemplo, obras de Detanico e Lain, Jonathan Monk, Haris Epaminonda, João Onofre, Carla Filipe, Leonor Antunes, Délio Jasse, Carlos Bunga, João Louro, André Guedes, Filipa César.
Uma característica singular da coleção reside no sentido criterioso com que o colecionador estuda e escolhe as suas obras.
Em conversa com o artista visual Paulo Mendes, José Carlos Santana Pinto dará a conhecer as motivações, os artistas que o apaixonam, o percurso colecionista e algumas questões de mercado.
CONVERSAS A PARTIR DE COLEÇÕES PARTICULARES- JOSÉ CARLOS SANTANA PINTO E PAULO MENDES
A Mão-De-Olhos-Azuis de Cândido Portinari (1903-1962)
As obras apresentadas nesta exposição integravam um conjunto de oito painéis de temática musical que decoravam a Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, em 1942, da autoria de Cândido Portinari (Brodowsqui, S. Paulo, 1903 - Rio de Janeiro, 1962). Após o incêndio do seu auditório, em 1949, o MNAC e MNSR recebem a doação destas duas obras, em 1951, através da empresa Diários Associados, de Assis Chateaubriand, também proprietário da emissora.
Raramente expostas, estas peças de temática popular sugerem a fraternidade do universo ibero-americano, a diversidade étnica do povo brasileiro e a sua cultura musical. Chorinho é um género de música popular, um modo de tocar. Cavalo-marinho é uma representação festiva de narrativas declamadas. Ambos revelam uma construção geométrica de fundos, em composições próximas de uma planificação de volumes, recortados por sombras, linhas e planos. Numa redução cromática, entre azuis raros e castanhos, destacam referências picassianas.
Valorizado como o pintor “mais popular do Brasil” (Mário Dionísio, 1963) Portinari integra-se num modernismo original e clássico, num “nacionalismo estético” (Mário de Andrade) através de expressivas deformações da figura e de um “otimismo” baseado na afirmação heróica do trabalho. Destaca-se como pintor social e artista oficial. Pesquisa as raízes nacionais, constrói um imaginário mítico brasileiro mas afasta-se da ideologia do Estado Novo. Liga a pintura social à comunicação visual e sublinha a importância do gesto num realismo dramatizado, nestes casos, pela música e narrativa popular. Por isso, a mão e o seu olhar observador traçam um percurso original, expresso na poesia de Carlos Drummond de Andrade, A mão-de-olhos-azuis.
Curadoria: Maria de Aires Silveira